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Não podemos negar as mudanças causadas pela pandemia da covid-19, o isolamento social nos trouxe a normalização do home office e pôs em dúvida a necessidade da volta 100% aos escritórios. Muitas empresas se viram obrigadas a entregar os seus espaços físicos e se adaptarem a essa nova realidade. Porém, para empresas de tecnologia essa foi uma época de oportunidades e crescimento, muitas delas estão entre os grandes compradores de imóveis.

O Google, por exemplo, em Setembro de 2021 anunciou um mega investimento em Nova York: a compra do edifício empresarial St. John’s Terminal em Manhattan, região central da cidade. O preço do imóvel, US$ 2,1 bilhões (R$ 11,1 bilhões) é o maior valor já pago por um prédio de escritórios desde o início da pandemia, segundo o Wall Street Journal.

Situado à Rua Washington 550, a construção de 120 mil metros quadrados é um antigo terminal de carga e está alugado atualmente para o Google, que tem na cidade mais de 12 mil empregados corporativos, constituindo-se no maior escritório fora de sua sede na Califórnia. Segundo o anúncio, a ideia é converter o imóvel “em um edifício altamente sustentável, adaptável e conectado”. A companhia, nascida no Vale do Silício, já é uma das maiores donas de terrenos de Nova York e dos Estados Unidos, com US$ 49,7 bilhões em imóveis, US$ 5,2 bilhões a mais que em 2011

A exatos um ano, Setembro de 2020, o Facebook anunciou a compra de um campus de escritórios em Bellevue, Washington, por US$ 368 milhões. Já a Amazon pagou US$ 978 milhões pelo antigo prédio da loja de departamento Lord & Taylor, em março de 2020, logo no início da crise pandêmica.

O aumento na procura por imóveis residenciais e a queda dos preços durante a pandemia , são um dos motivos que levaram à maior demanda imobiliária dessas grandes empresas. Não à toa, as empresas têm ajudado a compensar a fuga de investidores do setor, que têm evitado colocar dinheiro em prédios comerciais ao mesmo tempo que o home office ganha adesão.

Porque empresas de tecnologia estão se tornando grandes compradores de imóveis?

Com esse crescimento as grandes empresas se tornaram ainda maiores e passaram a ter enormes reservas de caixa.

As companhias listadas em bolsas dos EUA somam US$ 2,7 trilhões em caixa, sem contar as empresas do setor imobiliário e do setor financeiro, segundo levantamento da S&P Global publicado pelo The Wall Street Journal. O montante representa 90% a mais que tinham no fim de 2011. Só o Google tem US$ 135,9 bilhões. Com tanto dinheiro sobrando, é preciso dar alguma vazão.

Como as taxas de juros estão com níveis muitos baixos, imóveis despontam como investimentos mais interessantes do que aplicar em títulos públicos.

Isso tudo só nos confirma como o padrão de consumo mudou durantes esses dois anos em que enfrentamos a pandemia e quais serão as tendências do mercado para o ano de 2022, o investimento em imóveis comerciais ganhou notoriedade novamente e já é uma realidade entre nós, principalmente para esses grandes compradores de imóveis.

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